Como competir com freelancers que cobram menos que você

11.08.2016

O preço a ser cobrado é um dos tópicos que mais causam furor entre os freelancers - afinal, como escolher o preço que melhor se adequa às propostas recebidas? Para piorar, sabe-se que a competição às vezes é muito desleal e sempre há alguém disposto a vender o seu trabalho por, bem, quase nada...

 


Para competir com freelancers cujos serviços estão desvalorizados, os demais devem manter em mente o seguinte: de nada adianta ao cliente investir 50% a menos do que planejava se, no final, terá que pagar para que outra pessoa refaça o trabalho mal feito. Foque na qualidade do seu esforço e no valor das suas horas de trabalho e mantenha-se firme no preço que você acredita que cobre as suas despesas e lhe dá o suficiente para viver dignamente. Entenda o que você deve fazer:
 
1. Justifique seus valores
O trabalho que você faz deve ir além de quantidade ou de fazer muito dinheiro - no final das contas, o que o cliente quer saber é se você consegue entregar o que ele precisa com qualidade. Como freelancer, é sua obrigação saber vender o seu peixe. Como? Simples: mostre a seu possível empregador os seus melhores projetos. Faça com que ele se conecte com aquilo que você descreveu em seu currículo e que se impressione com as suas habilidades.
Isso não é tudo: ser profissional é imprescindível. Responda depressa, não seja rude e mantenha-se atento ao cronograma - não há nada pior do que freelancers que perdem prazos e você nunca conquistará a confiança de um cliente se não provar a ele que você é a melhor opção do mercado.
 
2. Escolha os clientes certos
A qualidade deve ser sempre o seu maior objetivo. Alguns clientes, no entanto, não estão lá muito interessados nisso (isto é muito comum com clientes novos e pequenos, então fique de olho). É claro que você deve tentar convencê-los de que escolher você é ótimo, mas não se desgaste demais: alguns empregadores, na verdade, só querem mesmo alguém que cobre pouco para fazer muito. Você, como a pessoa esperta que é, nunca será este alguém, certo? Por mais que você esteja precisando de dinheiro, pense se isso será relevante para o seu portfólio, se esta é uma forma de ganhar notoriedade e se você não acabará pagando para trabalhar.
Com isto em mente, uma coisa é óbvia: os melhores clientes são aqueles com os quais você já trabalhou antes. Eles sabem o que você é capaz de fazer, sabem o quanto você merece e estão dispostos a oferecer uma quantia justa pelas suas manhãs e tardes de trabalho. Empregadores deste tipo possivelmente já tiveram problemas com freelancers que cobraram pouco no passado, de forma que preferem investir em qualidade e confiança (mesmo que isso signifique ter que gastar um pouco mais).
 
3. Tenha um valor mínimo
Estabelecer um valor mínimo é uma estratégia indispensável quando a competição está acirrada. Uma boa maneira de estabelecer este preço é calcular a média dos seus trabalhos mais interessantes e bem remunerados e não topar fazer nada por menos do que isso. Creia: é muito fácil ceder à tentação de diminuir, digamos, 10% do seu valor desejado. O problema é que, depois de fazer isso com um cliente, dificilmente você conseguirá cobrar mais depois. Isto dito, reforçamos: não tenha medo de calcular um preço mínimo e de manter-se fiel a ele.
Importante também: lembre-se de repetir este processo uma vez por ano. Se tudo der certo, você terá um aumento interessante no valor de sua hora de trabalho dentro deste período.
 
4. Não tenha medo de dizer não
Como já comentamos por aqui antes: se você está sendo desrespeitado e se o cliente se nega até mesmo a pagar o seu mínimo, não vá adiante. Você gastou muito dinheiro e tempo para tornar-se o profissional que é hoje e não deve, portanto, abaixar o seu valor para caber nas expectativas desrespeitosas de outrem.
Às vezes, ao negar um projeto, você acaba convencendo o cliente a lhe contratar - por incrível que pareça, isso também passa credibilidade. Quando você valoriza o seu trabalho, a tendência é que o mercado faça a mesma coisa.
 
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