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26.07.2017

O que é Deep Work e como ele pode ajudar freelancers


Se você, como eu, é uma dessas pessoas que gosta de ler livros sobre produtividade e se interessa por entender como impérios e carreiras são construídos, você vai amar o Cal Newport. Este autor, que também é um professor de 35 anos de idade e dá aula de ciência da computação na Universidade de Georgetown, possui uma série de livros interessantes (se tiver tempo, dê uma olhada em tudo o que ele já produziu!). A minha indicação de hoje é a sua última publicação, chamada de “Deep Work: Rules for Focused Success in a Distracted World”, a qual considero ideal para freelancers. Se você tem problemas com distrações e acha que elas atrapalham o seu rendimento profissional, esta dica é para você.

O que é Deep Work?

A técnica do Deep work, antes de tudo, tem a ver com se livrar das distrações. Este processo, como se sabe, não é muito fácil. “Deep work é quando você se foca, sem distrações, em uma tarefa que exige esforço cognitivo,” disse Newport. “Você trabalha nela pelo tempo que seu cérebro é capaz, por uma quantidade estendida de tempo, sem nenhuma distração.”

Deep work é uma coisa rara. No mundo de hoje, as distrações vêm de todos os lados - elas estão na sua caixa de e-mails, nas suas redes sociais, no barulho do seu escritório de coworking. Estas mudanças constantes de foco atrapalham o seu desenvolvimento profissional porque, acredite, você não pode fazer bem duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo. É difícil aceitar a verdade, mas quando você se divide entre tarefas, você está obrigando o seu cérebro a pular de uma para a outra em um espaço de tempo muito curto. Para que o processo de imersão no deep work aconteça, você precisa abandonar a ideia de que conseguirá se concentrar de outra forma que não seja focando em uma meta específica, durante um período específico.

Deep work não é simplesmente o ato de evitar distrações, mas também o ato de gerar valor. O autor do livro acredita que os melhores trabalhos são produzidos em momentos curtos de absoluta concentração. Na sua concepção, as coisas que são importantes e que dificilmente serão replicadas por outros são mais facilmente alcançadas através do processo do deep work e isso, como você pode imaginar, faz com que o resultado deste trabalho seja extremamente valioso para você e, claro, para o seu cliente.

O deep work não deve tomar 100% do seu tempo de trabalho. Na verdade, o livro sugere que você pratique a técnica de uma a quatro horas por dia - tudo depende do quão confortável você está com ela. Abaixo, você pode ler algumas das estratégias sugeridas por Newport:

1. Ritualize o processo

Rotinas fazem com que o trabalho seja concluído com sucesso. Sabemos, no entanto, que não é tão fácil assim estabelecer uma rotina quando se é freelancer - quem nunca decidiu dormir até mais tarde para compensar as horas que gastou na madrugada? Existem algumas técnicas de ritualização que podem ajudá-lo a mudar este quadro, ainda assim. Dê uma olhada no que Newport tem a dizer sobre isso:

A abordagem monástica: é a mais difícil, já avisamos de cara. Esta técnica envolve se distanciar inteiramente das distrações por um longo período de tempo. De todas as distrações, ou seja: trata-se de abandonar o celular, a internet, o telefone fixo… absolutamente tudo que pode fazer com que você interrompa o trabalho e mude o foco da atenção.

Distribuição Bimodal: é a abordagem acima, mas só que numa versão mais light. A ideia é que você alterne momentos de desconexão com momentos “normais”, digamos assim. Um exemplo? Ir à biblioteca para fazer as suas sessões de deep work. Mudar os locais de onde você trabalha, mas manter o seu cronograma podem fazer com que a sua forma de trabalhar mude bastante também.

Rítmica: a técnica consiste em literalmente criar um ritmo que seja “fácil” de seguir - como fazer duas sessões de uma hora de deep work por dia, por exemplo. Se você sabe que consegue atingir a sua meta, tudo fica mais interessante e a sua motivação aumenta.

Jornalística: imagine que você é um jornalista. Algo incrível acontece e você precisa escrever um artigo de meia página antes que o jornal seja impresso. Você pode vivenciar uma situação análoga ao estabelecer um prazo bastante curto para terminar as suas tarefas. Este é o processo de ritualização favorito de Newport, então… Por que não testá-lo?

2. A regra dos “20% a menos”

Para facilitar a sua imersão no deep work, diminua 20% do tempo que você costuma estabelecer como regra para terminar as suas tarefas. Este estímulo fará com que você dedique àquele projeto muito mais da sua capacidade mental e o ajudará a manter o foco. A ideia é que, ao saber que tem menos tempo para produzir um trabalho, você consiga bloquear as distrações de forma mais eficiente. 

3. Desligar tudo e abraçar o tédio

Por fim, é relevante que digamos que o livro de Newport não é simplesmente um manual de como ir até o seu limite. Mais do que qualquer outra coisa, este é um trabalho que visa ajudá-lo a aprender a descansar na hora certa. Ao criar uma distinção nítida entre horário de trabalho e horário de lazer, você conseguirá imergir no deep work sem esgotar as suas capacidades físicas e mentais.

Além disso, Newport claramente sugere que devemos abraçar o tédio. Estamos acostumados a receber estímulos de todos os lugares - música, TV, internet, podcasts… As opções são inúmeras! - e, com isso, esquecemos que é importante desligar de vez em quando. Seu cérebro precisa de um pouco de tédio. Deixe que ele tenha este tempo em vez de gastar as suas horas livres de trabalho com a cabeça baixa e os olhos fixos na tela do smartphone.

Seu feedback é muito importante para nós: conte-nos o que achou deste artigo e quais são as suas percepções sobre a técnica do deep work no campo abaixo!

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