O que separa um programador júnior de um programador sênior?

06.06.2019

Se você já se inscreveu para uma vaga de programador, criou um perfil no Linkedin ou falou com recrutadores, você já deve ter feito a seguinte pergunta: “Como eu sei se sou um programador júnior ou sênior?”.


A verdade é que existe apenas uma resposta para esta pergunta. Tudo depende do contexto, do escopo do projeto e, muitas vezes, do tamanho da sua confiança.


Existem, no entanto, algumas coisas que podem ajudá-lo a entender melhor qual é a categoria na qual você se encaixa: Sou programador júnior, pleno ou sênior?


Abaixo, confira 5 aspectos que diferenciam um programador júnior de um programador sênior:

 

Experiência comprovada em desenvolvimento de software


Esta é obviamente a primeira coisa que vem à cabeça. Há quanto tempo você tem trabalhado como programador? 

Um programador júnior pode ser qualquer um que tem mais ou menos dois anos de experiência. Qualquer período acima deste faz com que você seja considerado um programador pleno. A partir de sua primeira década de trabalho, você possivelmente já terá todas as qualificações necessárias para ser considerado sênior.

Se você trabalha muito e estuda sempre, porém, você pode levar bem menos tempo para receber um “upgrade” no seu título.
 

  • Programador júnior: Menos de dois anos de experiência
  • Programador pleno: Entre 2 a 9 anos de experiência
  • Programador sênior: A partir de 10 anos de experiência


Podemos ilustrar a experiência com um exemplo. Um programador júnior dirá: "Encontrei o erro!". Ou seja, ele vai pensar que resolveu tudo simplesmente porque identificou um único problema e tudo parece estar funcionando novamente. O programador sénior compreende melhor a situação. Ele dirá "Encontrei o erro! (e eu já conheço a solução)".

 

Habilidade técnica para decidir quais são as ferramentas a serem utilizadas


Em segundo lugar, é esperado que os programadores mais experientes possuam mais habilidades do que aqueles que estão começando agora. Quando se deparam com uma tarefa, sabem exatamente quais são as linguagens que funcionam melhor para ela e, por isso, conseguem decidir de forma precisa qual é a melhor ferramenta para resolver aquele trabalho.

Um programador júnior não recebe este nível de cobrança. Não se trata de acreditar que alguém que é novo na profissão não sabe aquilo que está fazendo; a situação é que, exatamente por ainda não estar familiarizado com todas as possibilidades de seu campo de atuação, pode cometer equívocos.
 

  • Programador júnior: Trabalha com as ferramentas e linguagens que conhece
  • Programador sênior: Trabalha com a ferramenta mais adequada para cada projeto

 

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Execução do projeto


Programadores sênior executam projetos de forma planejada e bem organizada. Eles pensam em automação, analisam o que será necessário para fazer a manutenção e criam possibilidades para lidar com problemas e situações diferentes. Eles podem oferecer alternativas e explicar as razões pelas quais acreditam que elas são inteligentes e melhores para determinados jobs.

Não é justo esperar que um programador júnior vá tão longe assim. Eles podem completar as tarefas de forma inteligente e bem feita, sem dúvidas, mas não podem ser responsabilizados por desdobramentos futuros. Cabe aos mais experientes guiá-los para um caminho com menos contratempos.
 

  • Programador júnior: Solução imediata
  • Programador sênior: Elaboração de processos e facilidade de seguimento


Quantidade de supervisão necessária


O quanto um programador sabe está diretamente ligado à quantidade de perguntas que eles precisarão fazer para completar um projeto.

Programadores com mais tempo de profissão tendem a liderar projetos: em vez de fazer perguntas aos clientes, eles tendem a fornecer questões e antecipar questionamentos. Enquanto alguns empregadores preferem acompanhar seus freelancers de perto, a maioria deles ainda preferirá que seus contratados façam o seu trabalho sozinhos (por falta de experiência ou conhecimento).

É por isso que, ao fechar o contrato com um programador sênior, o cliente possivelmente esperará que ele tenha a capacidade de se auto-gerenciar.

Quando os programadores ainda estão começando, o contrário disso é bastante comum. Portanto, não é justo que um cliente contrate um programador júnior, mas se incomode com as perguntas feitas por ele. Um programador júnior pode ser parte da equipe, mas não deve ser colocado em posição de supervisão. Eles precisarão de um pouco de auxílio, especialmente se as tarefas dadas a eles forem complexas ou pouco explicadas.
 

  • Programador júnior: Necessita de supervisão e apoio de uma equipa
  • Programador sênior: Conhece todos os processos e não necessita de supervisão

 

Você pode ser sênior e júnior ao mesmo tempo, sim


No final das contas, definir o que diferencia um programador júnior de um programador sénior é complicado e tudo depende do contexto.

Um desenvolvedor sênior não é experiente em todas as áreas existentes, por motivos óbvios. Eles podem possuir proficiência em várias coisas, mas o nível de proficiência pode variar bastante. Por exemplo: se alguém trabalha com HTML por anos, certamente domina esta linguagem. Esta pessoa, no entanto, pode ser completamente leiga em linguagens mais contemporâneas como Google Go.

O contexto é um fator determinante. Se você está pensando em enviar sua candidatura para uma vaga, confira se possui as habilidades necessárias para completar aquele trabalho.

 

Qualidades Desenvolvedor(a) Sênior VS. Desenvolvedor(a) Júnior

 
Desenvolvedor(a) júnior Desenvolvedor(a) sênior
Mais ou menos 2 anos de experiência. Mais ou menos 10 anos de experiência
Trabalha com as ferramentas que conhece. Trabalha com a ferramenta mais adequada para cada projeto.
Solução imediata. Solução planejada e bem organizada.
Necessita de supervisão. Não necessita de supervisão.
Parte da equipe. Líder técnico ou de grupo.


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