Como se tornar num especialista em Sistemas de Informação Geográfica (GIS)

19.12.2018

O que são os GIS e para que servem? Maria Osorio, especialista em Sistemas de Informação Geográfica (GIS) e em ArcGIS, versão 10.0, explica tudo, incluindo a utilização desta tecnologia e como se pode tornar também num especialista GIS!

O que são Sistemas de Informação Geográfica (GIS)?

 

Os sistemas de informação não são mais do que um conjunto de dados que podem ser analisados através de ferramentas de computador (software), que estão incorporadas num equipamento (hardware). Se a isto acrescentarmos o facto de que a informação guardada pode ser definida de forma espacial, chegamos então ao conceito de Sistema de Informação Geográfica.

Através dos Sistemas de Informação Geográfica é possível capturar, guardar, consultar, analisar e apresentar todos os tipos de informação que disponham de referências geográficas, de forma a conhecer o comportamento espacial dos dados e resolver, desta forma, situações e o próprio mundo real através da consulta e análise de informação previamente carregada.

 

O GIS é um sistema utilizado para reunir, gerir e analisar dados geográficos e/ou espaciais.

 

O GIS pode ser utilizados em diferentes áreas, tais como o planeamento urbanístico, o marketing, os transportes, etc. Mas eventualmente a tecnologia acaba sempre por ser associada à geografia.

 

GIS para principiantes

Existem atualmente muitos GIS; alguns são open source e outros são privados. Os primeiros sistemas privados foram criados porque um GIS único não possui tantas ferramentas quantos campos de pesquisa. Por isso, os utilizadores e os programadores decidiram criar as suas próprias ferramentas locais em função das áreas de estudo. OS GIS privados, no entanto, embora contenham um grande número de aplicações capazes de resolver qualquer problema, possuem preços demasiado altos.

Para começar a utilizar um GIS, seja ele gratuito ou privado, é necessário conhecer primeiro a interface do software e as ferramentas básicas. Isto pode ser feito facilmente, pressionando a tecla F1, que irá abrir uma janela com uma série de informação que responde à maior parte das questões que surgem a um novo utilizador de GIS.

Depois de uma interface de software adequada, é necessário compreender como incluir informação que possa ser gerada com recurso a tabelas de atributos, camadas de informação representadas por linhas, polígonos ou pontos, imagens e outros. Além disso, esta informação pode ser apresentada em dois formatos:

  • Vetor: a representação discreta da realidade
  • Raster: representa a realidade de maneira contínua

A simbologia e rotulagem também são utilizadas como ferramentas principais num projeto.

A simbologia atribui características como cor, tamanho e espessura das linhas, pontos e polígonos. Também é possível colocar diferentes símbolos, que representem cada categoria de uma camada definida por atributos únicos. A rotulagem, por outro lado, identifica um elemento que já tenha enviado a sua informação para uma tabela de atributos.

 

 

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Utilizações básicas do GIS

 

As principais utilizações do GIS implicam a georreferenciação, que e um processo através do qual é atribuído um posicionamento espacial com o respetivo sistema de referencia a uma imagem digital ou raster. Para isso, são localizados pontos bem conhecidos, que são também mostrados na imagem.

Outra utilização refere a digitalização, que consiste no desenho, com recurso a ferramentas da interface do software, imagens de satélite ou raster, gerando informações vetoriais que irão conter dados geográficos, geometria e atributos relacionados com o tipo e tamanho dos dados.

Existem também tipologias através das quais são geridas as relações espaciais entre os elementos, analisando e mostrando resultados precisos. Estas tipologias podem ser baseadas em geo-dados, onde são apresentadas um conjunto de regras e propriedades para definir as relações espaciais e do mapa, que são relações temporárias num projeto editável.

No que diz respeito ao design, este depende das diferentes fontes de informação e da formatação dos dados. Assim, os dados são estruturados e o formato final será então decidido – na maior parte dos casos fica em mapas.

 

Aplicações mais comuns dos GIS:

  • Mapeamento
  • Planeamento urbano ou de transportes
  • Aplicações em agricultura
  • Estimativa de danos de inundações
  • Gestão de trânsito
  • Negócios e marketing

 

 

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GIS e a programação

 

A programação é essencial para todos os que pretendem tornar-se em especialistas em GIS. Graças à programação será possível trabalhar de maneira muito mais eficiente, poupando muito do tempo gasto em projetos tediosos. Embora requeira muito mais dedicação, os benefícios obtidos acabam por compensar.

O Phyton é a melhor alternativa para começar com a programação de GIS porque dispõem de um tipo de linguagem de programação orientada para o objeto. Está concebida de maneira a ser fácil de aprender e a sua implementação é espontânea e versátil.

Por exemplo, a ESRI, que é a criadora do ArcGIS, desenvolveu um módulo de programação chamado ArcPy, que é um livro de funções que contém geo-processos que são muito fáceis de aprender.

Através da programação, podem ser integradas muitas funções que simplificam muito o acesso à informação e a tornam numa ferramenta eficiente e eficaz, quando são necessários dados precisos e apropriados.

Outras linguagens que também funcionam muito bem com os GIS e podem ser aprendidas são:

  • JavaScript
  • PHP
  • CSS3
  • HTML5

 

Todas elas cumprem importantes funções quando há necessidade de construir um modelo próprio de ferramentas.

 

Outras competências de que necessitará para se tornar num especialista em GIS:

  • Software de design: AutoCAD
  • Software de bases de dados: Microsoft Access, SQL
  • Software de desenvolvimento: .NET framework, C,VBA

No final, o mais importante é conhecer o ambiente do GIS que melhor se adequa ao utilizador. Depois, gerir as ferramentas que o software possui e, quando tudo isto estiver feito, poderá então iniciar o projeto proposto.

À medida que avança, aprenderá qual a utilidade de cada processo e as melhores ferramentas para agilizar e disponibilizar melhores resultados.

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